Sharon já passava dos vinte e um anos. Apesar de toda sua juventude e beleza, tinha algo que a diferenciava de todas as outras garotas: ela ainda tinha um hímem intocado, ou seja, ainda era completamente virgem!

A virgem que acordava toda manhã com um gosto estranho nos lábios. - Sistinas, contos de vampiros eróticos

Era o suficiente para atrair atenção e desejo, pois nunca fez força nenhuma para esconder sua condição. Só que estava começando a se cansar da situação. Sempre sonhou com o príncipe encantado, e com sua primeira vez. Tinha plena consciência que eram apenas delírios de uma inocente, afinal todas suas amigas já tinham transado e narrado que tudo era suado, desconfortável e dolorido.

Antes, aos dezenove anos, ela já começava a se preocupar, pois ficava escolhendo namorados, fantasiando, não queria perder a virgindade com qualquer um. Aos vinte, já era quase uma obsessão. Hoje em dia, Sharon já pensava nisso como um pesadelo.

Era uma moça normal sob todos os aspectos, era sociável, e muito assediada. Com o tempo acabou transformando a cobiça de seus amigos homens em respeito por sua virgindade. Em suma, nenhum dos homens interessantes queria mais transar com ela, e a tratavam como a segunda irmã, que devia ser preservada, e não deflorada.

Mas era exatamente isso que a incomodava. Queria ser desejada. Queria ser fodida, qual o problema? Cuidava de si mesma, e era adepta da masturbação. Quando sentia vontade, geralmente nos dias quentes, durante as tardes ou madrugadas solitárias, ela não tinha pudor. E nesses momentos, se entregava a homens imaginários, verdadeiros príncipes, que na sua concepção sabia que não existiam.

Apesar de não dispensar o contato de sua carne eternamente quente e latejante de desejo com o frio mármore do banheiro, um contraste que achava delicioso, ela preferia o calor e a cumplicidade de sua cama. Embaixo dos lençóis, se entregava totalmente, dedilhava o clitóris às vezes com fúria, irritada por na verdade desejar uma penetração. Nunca colocava o dedo dentro de si, pois às vezes suas masturbadas eram tão vigorosas, que corria sério risco de romper o que andou guardando por tanto tempo: o precioso hímem.

"Um mísero pedaço filho da puta de pele." -  resmungava, suada, quando acabava de gozar. Na verdade, estava cansada daqueles orgasmos clitorianos. Queria ser preenchida. Queria sentir carne dura, pulsante, dentro de si!

Quantas vezes não pensou, até que enfim um dia entrou num sex-shop, bem longe de sua vizinhança, por sinal, e comprou um belo, grande e quase realístico vibrador. Quantas vezes não gozou simplesmente por segurar o poderoso instrumento, que tremia em seus dedos? Ela o imaginava entre suas coxas, dentro de si, mas não podia, nem se permitia. Imagine, perder a virgindade para um pênis artificial? "Quá-quá! Sharon, você é uma piada..."

Numa tarde de desespero sexual, ela comprou um lubrificante anal na farmácia, sendo literalmente "comida com os olhos" pelo rapaz do balcão. Só de sentir que ele tremia de tesão ao empacotar o produto lhe rendeu duas horas de pura esfregação no solitário sofá da sala. No auge do tesão, ela lubrificou o vibrador e pensou em introduzí-lo no rabinho, pois queria e precisava de uma penetração. Mas não teve coragem, devido à grossura de seu brinquedo...

Eram dias solitários, tardes selvagens e noites molhadas, mas que passaram. Logo Sharon se transformou numa mulher ocupadíssima, trabalhava e estudava até muito tarde, e com isso pouco tempo lhe sobrava para devaneios e fantasias.

Então, numa bela manhã de verão, a mocinha acordou com um estranho gosto na boca. Levantou-se, foi tomar banho e, após muito tempo, acabou por se masturbar. Foi rápido e burocrático, quase uma obrigação, e isso não a satisfez.

Mas Sharon já sabia controlar seus desejos. Voltou corpo e mente para o trabalho, e também para os estudos. Hoje em dia, ela já não despertava mais desejo por ser uma linda virgem, mas sim por sua capacidade, independência e poder de decisão.

O dia passou corrido como sempre. E na manhã seguinte, ela acordou novamente com aquele gosto na boca. Era quente e prendia um pouco o céu da boca e garganta...

Naquela tarde, conversando com seu dentista, ela pediu para ter sua gengiva examinada, pois achava que a mesma sangrava durante a noite. "Acho que é gosto de sangue, que acordo pela manhã sentindo."

Antes de dormir, Sharon estava inquieta. Sua carne latejava, e um arrepio gostoso correu por toda sua pele, enquanto ficou na janela, sentindo nos cabelos a brisa quente noturna. Acordou com os lábios molhados, novamente. Gosto de fruta verde, que ficava entre o salgado e o amargo, lembrava algo rascante, morno...

Então chegou o fim de semana, deu um tempo nos estudos, e saiu para se divertir e dançar. Mas dessa vez foi diferente: Sharon ficou a noite toda procurando por alguém que sabia não estar ali... Um parceiro que há muito tempo ela não sentia falta. Seus desejos aumentaram meteoricamente, ainda mais com a bebida. Observava com interesse dois caras, que estavam ali naquela noite. Um chamava-se Doug, e dançava muito! Era um profissional, talvez. Mexia com a libido dela. O outro era mais reservado, apenas bebia e observava o movimento. Descobriu depois com uma amiga que seu nome era Lucius, e Sharon duvidou que fosse seu nome real, enquanto ele a olhava de uma maneira esquisita.

Levemente "alta", resolveu ir para casa antes que algo não planejado acontecesse... Doug se empolgou e lhe pediu carona, e ela não teve como recusar. Nervosa no volante, Sharon sentia de vez em quando o roçar da perna dele em sua mão, a cada troca de marcha. Ele obscenamente abriu as pernas, segurando o saco e olhando pelo retrovisor, falou:

-Não me diga que não está querendo, sua safada. Percebi seus olhares na pista de dança. Você tava quase me comendo ali mesmo. Pois então, agora relaxa e goza...

Sharon não soube o que fazer. Claro que estava explodindo de tesão, mas trepar com um desconhecido, por mais bonito que ele fosse, no carro, e parados numa rua escura não era o que tinha planejado. E Sharon era uma mulher que planejava tudo. Quando recusou as investidas, Doug se irritou. Nunca soube onde estava escondido o canivete que ele sacou, mais rápido que o olhar dela pôde acompanhar.

-Você é uma vagabundinha rica. Esses lugares só tem gente da sua laia. Ricos... jovens, fúteis! Você eu vou gostar de roubar e também de foder! - então mandou Sharon descer do carro, queria aproveitar, e a rua estava deserta, não?

Não, não estava... Quando Doug ameaçou colocar a mão nos seios (coisa que ela sinceramente desejou por um momento), foi golpeado por trás, na cabeça, por outro homem. Sharon ficou paralisada, e viu Doug passar o canivete zunindo em direção ao estranho, mas foi pego no contra-golpe, e derrubado ao chão. Levou um pisão na mão e outro na garganta, antes mesmo de perceber que tinha caído. Levantou-se e correu, como se fugisse do próprio demônio em pessoa.

-Calma moça, esse cara não volta mais. - disse Lucius, se revelando à luz anêmica da rua.

-Que merda! Que MERDA! Por isso eu odeio homens! - desabafou Sharon, enfim.

-Acalme-se... Deve tomar cuidado ao sair dando caronas à tipinhos como aquele. Quer um conselho? Nunca pense que conhece totalmente uma pessoa que encontrar na noite. Só a considere conhecida quando encontrá-la também de dia. As coisas acontecem à noite, você sabe.

Sharon sentou-se na calçada, sentindo-se como uma menininha que leva bronca do papai, ou irmão mais velho. Estava até envergonhada. Aliás, o que impediria Lucius de abusar sexualmente dela também? Estava ali, fragilizada, tentando sem sucesso não soluçar, e muito menos chorar. Gostava de parecer forte, independentemente de quem estivesse por perto.

-Você está melhor?

-NÃO! Porra, não estou não! - gritou, e depois soluçou forte, e continuou - Que filho da puta! Ia me estuprar! Idiota frustrado do caralho!! Eu nem sei como estou me sentindo! Até que a culpa não é dele, sabia?

Lucius olhou de maneira estranha para ela, um misto de sorriso irônico com aquela cara de interrogação.

-Ele deve ser casado. Deve chegar em casa e achar uma esposa gorda, fedendo a faxina e galinha frita! Descabelada, toda fudida porque não tem amor próprio e nem como se cuidar, sei lá!! Imagina a vida sexual frustrada desse casal imbecil? Aí ele sai pela noite, e encontra a Sharon, burguesa, branquinha, gostosinha, malhada de academia, toda cheirosa... Porra!

Lucius fez um ar sério após o desabafo, mas ficou quieto. Ia fazer algum comentário do tipo "a arrogância é uma merda", mas desistiu. Não valia à pena mexer mais ainda na ferida.

-Preciso ir agora moça, vá para casa. - e então saiu andando, se perdendo por entre os postes que mal iluminavam a rua.

Sharon ficou olhando, confusa. Não disse nem obrigado nem tchau, não se despediram, mas ela chegou quase a falar que queria ser fodida ali, sim, mas por ele! "Por que os homens são gentis quando não precisam ser?"

Chegou em casa quase de manhã, pois veio dirigindo lentamente, pensando no ocorrido. Será que estava virando uma lunática sexual? Por que o tema mexia tanto assim com seu humor?? Esteve anos adormecida em relação à sexo, qual era o problema agora? Dormiu irritada, e estranhamente quando acordou, não sentiu aquele gosto na boca. Percebeu então pela primeira vez que sentiu falta daquilo.

Na semana seguinte, Sharon levou uma de suas amigas para sua casa. Yvana, a quem ela carinhosamente chamava de Ivy, era uma descendente russa nata. Tinha a aparência de uma czarina. Sharon criou um clima estranho, as duas beberam muito, em determinado momento abriu uma caixa cuidadosamente embrulhada. Era um vibrador acoplado à uma cinta-liga.

-Sharon, para que serve isso?

-Ah, inocência, vai me dizer que não sabe? Tenho um pedido especial para você hoje. Faria tudo por sua amiga?

-Sim, eu adoro você, e somos quase irmãs, mas o que quer exatamente?

-Ivy, eu quero perder minha virgindade. Não agüento mais! Ando mordendo a fronha de meu travesseiro todas as noites, já não sei mais até onde enfiar meus dedos e também acordar ensopada. Me ajuda?

-E você quer que eu... ou seja, você quer... não, é... eu devo... - engasgou Ivy.

-Vá ao banheiro. Vista isso. Volte aqui e me faça mulher. Simplesmente. - entregou-lhe o embrulho semi-aberto.

Ivana gaguejou mais um pouco, mas aceitou. Assim que desapareceu no box, Sharon caiu na cama, tirando toda sua roupa apressadamente. Ergueu as pernas, e uma dúvida tão insistente quanto idiota lhe martelava a cabeça: devia esperá-la de pernas abertas ou fechadas? A vontade era muita, então ela abriu o máximo que pôde. Só que quando Ivy apareceu contra a luz do quarto, Sharon rapidamente colocou as mãos encobrindo o sexo nu, e cerrou as coxas. Teve vergonha.

Sua amiga aproximou-se da cama, quieta. Subiu, e fez menção de deitar-se entre as coxas dela.

-Vamos acabar com esse cabacinho teimoso??

-Hahahaaahahahhha! - Sharon disparou a gargalhar.

-Que foi? - perguntou Ivana, sem ação e sem graça.

-Hahahaha... Eu de pernas abertas... hahaha... esperando... hahaha... você pôr esse treco gelado dentro de mim hahahaha, ai meu Deus... duvido que um orgasmo seja tão bom quanto rir assim! Hahahahaha!!

Ivy então olhou para si mesma, e percebeu o ridículo da situação... "Acho que estamos bêbadas, é foda!"

-Hahahahaha! Completamente!! Venha.... hahahahahaha.... tire minha virgindade!!

Rolou de rir na cama, até ficar vermelha... Ivy destacou o vibrador da cintura, ameaçando colocá-lo na boca de Sharon.

-Cala a boca, pára de rir, sua louca!! Hahahahaha! Tô me sentindo ridícula!

Sharon se acalmou aos poucos, e pediu desculpas à Ivy. As duas riram juntas com aquilo, e prometeram nunca contar à ninguém. Imagine se a turma soubesse! Então sentaram-se juntas na cabeceira da cama, e beberam mais vinho, ainda ligeiramente envergonhadas. Então aconteceu algo.

Ivy demorou a perceber. Não tinha reparado, mas inconscientemente tinha molhado o vibrador no vinho de sua taça. Viu um olhar estranho em Sharon, quando ela segurou sua mão, e chupou demoradamente a peça molhada. Ameaçou rir, pensando que era mais uma gracinha de sua amiga, mas conteve o riso quando ela passou a lamber seus dedos também. E deu um olhar esquisito na direção da cama.

Deitou-se, como uma gata preguiçosa, e carinhosamente levou o vibrador entre as coxas. Ivy sentiu tesão na hora com a cena. Sua amiga então ligou o aparelho, e começou a gemer, como se estivesse sozinha no mundo, sentindo as vibrações no clitóris.

-Ohhhhh, Ivy, que vontade... Você não entende? Eu quero...

Não falaram mais nada. As duas mulheres se enroscaram numa sessão de sexo, ainda que contido, mas recheado de mordidas, lambidas, chupadas, porém sem nenhuma penetração. O vibrador foi esquecido no chão, assim como as roupas. Ivy acordou primeiro, horas depois, e ligeiramente envergonhada saiu da casa, deixando Sharon dormindo um sono agitado, e vez por outra ela resmungava por entre os lençóis que não tinha gozado... Quando acordou, mais tarde, ainda cansada e sentindo uma inexplicável frustração, levou os dedos aos lábios, e não sentiu o gosto que tanto ansiava.

O gosto aliás só molharia sua boca novamente na outra lua cheia. Demorou, e Sharon já começava a contar as noites por sentir aquele sabor ácido, mas com uma pontinha doce perto dos lábios. Não conseguia explicar aquilo direito, e nem podia contar à ninguém... Quase ninguém, aliás, pois para seu dentista ela definia como sendo algo parecido com soro caseiro.

Foi quando começou a sonhar com algo que pulava sua janela. Sonhos confusos, estranhos, mas que com o passar dos dias começaram a tomar forma. O rosto! Podia ver o rosto, mas estranhamente não conseguia se lembrar a quem pertencia, não conseguia de maneira alguma ligar o nome à pessoa. Sonhava com sexo selvagem. Acordava cada manhã mais úmida, como nunca antes.

Só foi saber quem era o rosto nos seus sonhos tempos depois, numa noite em que foi enfim conhecer a casa noturna Devil´s Whorehouse. Conhecia a fama. Diziam ser um lugar estilo depravado-chique. Mas não foi o que ela viu. Pelo menos, não enxergou assim. Via sexo em cada homem que cruzava com ela pela pista de dança, até nas moças, beldades em couro que circulavam por ali. Como queria ser uma anônima  na noite, não foi acompanhada, nem mesmo por suas amigas. Quando viu Lucius, e o reconheceu, seus sonhos se tornaram dramaticamente reais. E ela soube, de alguma maneira, que era com o gosto dele que acordava nos lábios!

Não trocaram palavras, nem cumprimentos, foi como da primeira vez, e tudo muito rápido. Ela o convidou para sua casa. Pouco mais de uma hora depois de ter passado pela entrada do Devil´s, Sharon já estava deitada em sua cama, e Lucius mamava vigorosamente em seus seios. Brincava com o elástico de sua calcinha, puxando de leve, e o arranhar do tecido em seu clitóris, junto com a ligeira idéia de ser possuída por aquele estranho fizeram a mulher contorcer e gemer, enquanto suas carnes soltaram um líquido abundante, onde ele molhou os dedos, levando à boca, lambendo como se provasse algum néctar divino.

Olhava de uma maneira inexplicável para ela, como se despisse não só as roupas, mas sua própria alma e essência. Sharon sentia-se pequena, frágil e indefesa com aquele olhar faiscante, safado e cheio de malícia. Viu seus lábios mexerem, e ela ouviu em sua mente:

-Tome. Sei o quanto você quer isso.

Sharon engoliu com uma vontade impressionante. Parecia ser vital. Não sabia como proceder, tentava se lembrar dos vários filmes pornôs que assistira, mas sua mente esvaziou. Nada correspondia à textura, nem ao gosto. Enfim, lambeu, chupou, tentou engolir a fundo, e...

-Você já esteve em meu quarto antes, Lucius? - perguntou arfando, enquanto enfiava na boca com uma gula incrível.

Ele respondeu com um suspiro, e ela apertou os dedos ao redor de seu membro.

-Você já esteve em minha boca antes, não?

-E você adorou. - ele disse, despreocupadamente.

Sharon já sabia a resposta antes mesmo de perguntar. Aliás, lá mesmo na casa noturna já sabia. Então segurou firme as coxas dele, e o puxou, sentindo até onde conseguia a carne dura e latejante penetrar sua boca.

-Qual o gosto? O que sentia pelas manhãs...?

Ela nunca soube definir, mas quando Lucius perguntou, parou de mamar e olhando para seu amante, respondeu, com a voz embargada de tesão:

-É delicioso... Meio amargo no final, mas se sabe realmente o quanto esperei por isso, você também sabe o que fazer.

Não foi preciso muito tempo, e ele gozou em enorme quantidade, enchendo a boquinha de sua vítima, tanto que ela acabou engasgando um pouco, e escapou também em seu rosto.

-Que delícia... Quero mais, muito mais!

A noite foi quente e suada, como ela sempre quis. Perdeu enfim a virgindade, sentiu dor e sangrou apenas um pouquinho, quando seu hímem enfim se rompeu. Estava tão extasiada, que se permitiu literalmente ser inundada de porra. Lucius gozou duas vezes seguidas dentro dela. Fizeram uma silenciosa pausa, mas a ex-virgem queria continuar... Sempre sonhava em ficar de quatro para um homem, e queria tudo em sua primeira noite. Lucius penetrava com força, segurando Sharon pelos cabelos. Ela ligeiramente arqueava as costas, e não gemia. Gritava. Coisas sem nexo, às vezes pedidos, às vezes palavrões e às vezes confissões de uma menininha que descobria o sexo...

Quando Lucius desabou na cama, ela quis cavalgá-lo. Sentou-se, e sentiu a mais profunda penetração daquela noite. Sorriu, e começou ligeiros movimentos. Leves, depois com as mãos dele na cintura, cadenciando, ela foi se empolgando, mais e mais. Enquanto ele chupava seus seios, mordiscando os mamilos, Sharon perguntou:

-Como era?

-Mmm? - ele pareceu não entender.

-Como gozava em minha boca? Como fazia?

Lucius olhou para ela, e começou a contar, sentindo leves contrações vaginais lhe apertando, enquanto falava...

-Eu pulava a janela. Coisa fácil para mim. Você tem o sono pesado. Seu tesão é tão evidente que eu apenas passava meu pau nos seus lábios, e você prontamente chupava. Não era preciso muita coisa, você é muito safada. E nunca acordou.

Ela gemeu, e se contorceu. Fez a cara mais safada, que parecia ter guardado para essa ocasião. Ele continuou falando, enquanto sentia as carnes quentinhas dela envolvendo seu membro.

-Às vezes eu chegava aqui mole. Ficava por minutos observando seu sono. Mas você sentia minha presença, e então eu abria minha calça. Ia me aproximando de sua boquinha, sentir o calor da sua respiração nele me deixava maluco... E então eu o esfregava nos seus lábios. Você abria a boca, às vezes resistia, mas sempre mamava. Uma delícia!

Sharon sorriu, aumentando o ritmo.

-Mas às vezes eu já chegava excitado, e muito duro aqui. E nessas noites você parecia gostar ainda mais, sua gostosa!

Dizendo isso, ele puxou forte os cabelos da menina agora mulher, que em minutos ficou tão louca que literalmente pulava em cima do cacete. Gozou mais uma vez, sentindo Lucius bater fundo dentro dela, e outra vez quando sentiu seu primeiro macho inundar suas entranhas pela terceira vez...

Ela acordou feliz pela manhã, mesmo quando viu que ele não estava ao seu lado na cama. Mas Sharon estava radiante. O mundo tinha mais cores e cheiros agora. Espreguiçou-se longamente, pensando em cada detalhe de sua primeira vez. "Demorou, mas foi em grande estilo. Quantas garotas podem dizer isso?"

Naquela tarde, todas suas amigas sabiam da novidade. Estavam reunidas numa mesa, bebericando e falando sobre a noitada. Foi Ivy quem perguntou primeiro:

-Qual o gosto da porra? Você estava tão curiosa...

Sharon ficou sem graça, vermelha, mas deu a resposta padrão:

-É quentinho, com sabor de quero mais, adocicado, delicioso de se lamber. E na teoria faz bem para a pele! Eu me lambuzei!

-Esqueça as teorias, agora você já sabe na prática! Quer saber? Para mim, tem um gosto curioso, morno e pegajoso. Eu ainda fico meio assim de engolir, mas sei que meu parceiro adora ver a cena, então eu não deixo escapar nenhuma gota. - resumiu Ivy.

-Ah gente, qualé? Tem cheiro de cloro e gosto de camisinha molhada. Eu deixo meu homem molhar meu rosto, meus seios, mas não engulo, nem por decreto! - disse uma terceira garota que estava na mesa. Do lado dela estava a mais velha da turma, que olhava curiosa para as reações de Sharon diante das opiniões. Então falou:

-Para mim, o gosto é melhor quando vem do marido de outra mulher. Ou de algum homem proibido, misterioso. O meu parceiro habitual nunca gozou na minha boca.

Riram as quatro com as diferenças entre si, e continuariam ainda a tarde toda falando do assunto do dia: a perda da virgindade de Sharon.

Foram dias de alegria, mas que infelizmente passaram. Após algum tempo de namoro firme com Lucius, apesar de perceber algumas estranhezas nele, seu mundo simplesmente desabou após uma consulta de rotina:

-Você está grávida.

Ela não sabia se estava feliz ou triste. Mas estava preocupada. Ser mãe? Estava pronta? E por que não estaria? Sempre foi responsável, mas e Lucius? Quantas vezes ele não esporrou, inundando seu útero? Era proposital? Será que queria um filho?

Na verdade, Lucius raramente a visitava durante o dia. Ela não reparava muito pois era muito ocupada, então lhe reservava sua cama todas as noites, apesar de que em algumas ele simplesmente não aparecia.

Mas aquela seria uma noite diferente. Tinha uma notícia muito especial a ser dada. Comprou uma garrafa de Absinto, "La Fée Verte", a fada verde, como disse a mulher que lhe vendeu. Preparou todo o clima, jantar à luz de velas, vestiu-se com o melhor modelito de seu guarda-roupa sofisticado, e aguardou.

Lucius demorou. Chegou por volta das 22 horas, e estranhou a produção toda. Mas gostou, e também gostava da presença dela. Eram opostos, mundos diferentes, mas ainda assim sentia-se atraído por Sharon, não que fosse difícil negar os encantos daquela linda jovem, mas às vezes sentia que seu sentimento era induzido, ou superficial, não era verdadeiro...

-Tenho algo para lhe dizer, meu querido. Está feliz de estar aqui comigo?

-Sim, e muito. Você é tão especial que só penso em estar ao seu lado.

-Não sei fazer cerimônia, então direi sem enrolar: Estou grávida!

Lucius cambaleou na cadeira. De repente, como se um véu caísse, descobrindo seus olhos vendados há tempos, ele sorriu, puxou e beijou a mão dela por sobre a mesa. "Que notícia maravilhosa, querida. Nosso bebê!"

-Vamos brindar? - ela perguntou, balançando a exótica garrafa verde.

-Absinto? Uau! Segundo a bartender do pub onde trabalho, o Devil´s Whorehouse, essa bebida tem altíssima graduação alcoólica, algo em torno de 68 graus, mas é uma delícia!

-A moça que me vendeu essa garrafa cobrou muito caro, pois segundo ela isso aqui é proibido na Europa quase toda.

Beberam, esperando ansiosamente os efeitos da green fairy. Beijaram-se como nunca, e ela sentiu uma incontrolável vontade de trepar ali na mesa mesmo, sendo banhada pela rara bebida e depois sorvida por seu macho, o futuro pai de sua criança. Ele percebeu e se aproximou, parando ao lado dela.

-Eu quero sentir seu gosto. - disse, descendo desajeitadamente as calças dele.

-Você está bêbada já, sua safadinha! - ele riu, ajudando as mãos ávidas e apressadas.

-Sim, e com isso você vai sentir a chupada mais gostosa de sua vida. - disse, ajeitando-se na cadeira.

Realmente. Ela caprichou. Lucius gozou rapidamente, tal era a sede de sua amante. Ela não o deixou amolecido por muito tempo. Provou mais um gole da bebida, e voltou a chupar. Em segundos ele já fodia com força a boca faminta de Sharon. Segurava a cabeça e de vez em quando puxava-lhe os cabelos. Quando estava quase gozando novamente, escutou:

-Chega.

O casal se assustou com a voz, e mais ainda com o tom de comando dela. Sharon parou de mamar, e olhou confusa para os lados, procurando quem dissera aquilo. Seus cabelos estavam despenteados e a primeira esporrada de Lucius ainda estava fresca em seu rosto. As bolas do saco dele estavam vermelhas, marcadas pelo seu batom, assim com todo o pau e a glande também. Confusa, olhou para cima.

Ficou assustada com o olhar de Lucius, fixo para uma das paredes. Ela instintivamente olhou para trás também, e quase morreu de susto!

Parado, num canto escuro, onde a luz tênue das velas se recusava a chegar, estava um homem forte, de olhos brilhantes, encarando os dois.

Sharon entrou em pânico, sem saber o que fazer, encolheu-se na cadeira. Piorou a sensação quando viu que Lucius tremia, olhando temerosamente para a figura musculosa que sorria, e lhes disse, usando um tom de zombaria como que querendo quebrar a tensão:

-Gelo. Vocês tinham que experimentar com gelo, meus caros pombinhos da luxúria. Sirva e aí observem enquanto a forte tonalidade verde do Absinto vai se desbotando à medida em que o gelo derrete.

Silêncio. Apenas a respiração ofegante de Sharon.

-Eu acrescentaria ainda um torrão de açúcar, sabe? Apreciaria como nos cafés da Provence, e me sentiria em Paris, no início do século, Lucas.

-Por que ele te chama assim? Quem é esse homem, Lucius?

-Lucius? - resmungou a figura sombria - Ah, sim, claro. Quando o fiz meu escravo, tirei seu nome mortal, Lucas, e lhe dei um nome mais apropriado. Agora ele me pertence.

Lucius quis correr. Conhecia a fúria de Sammael, seu mestre...

-Sou seu dono. E digo que seu tempo acabou, lacaio.

Sharon não entendeu nada. Apenas gritou e caiu no solo quando seu amante foi erguido no ar como um boneco, e literalmente rasgado ao meio, pintando toda a mesa e o chão, incluindo ela, de vermelho-sangue.

-Oh, meu Deus, o que você quer? Não me machuque!

-Pense, cadelinha. Poderia ser pior, eu poderia tê-lo matado minutos atrás, enquanto ele estava despejando porra na sua boca. Acho que não seria uma sensação muito agradável. - ele dizia isso enquanto bebia o sangue do cadáver mutilado de Lucius, e sua boca fazia um barulho irritante e obsceno.

Sharon tinha muito autocontrole, apesar de não se aplicar naquela circunstância, mas criou coragem e perguntou quem era Lucius/Lucas.

-Meu servo. Ele não era humano, caso você não tenha percebido. Mas também não é vampiro, como eu sou. E não me olhe com essa cara incrédula de "Dããã, vampiros não existem", pois existimos e cá estou eu.

Ela tentava em vão limpar sua pele, pois teve medo de que Sammael começasse a ter idéias com a visão de seu corpo coberto de sangue. "Por que você o matou?"

-Ele serviu aos propósitos. Não tinha mais utilidade, e também nunca fui com a cara dele. - respondeu, ao mesmo tempo em que juntava os pedaços de seu ex-servo num canto.

Sharon ia perguntar o que ele, um vampiro poderoso e cruel, queria dela, mas teve medo da resposta. Quando ele parou de mexer nos restos de Lucius, e a encarou, ela chorou:

-Por que eu? Sou uma mulher decente. Perdi a virgindade somente dia desses.

-Você? Me desculpe, mas conheço prostitutas mais decentes que você. Putas que se deitam apenas para levar alimento para seus filhos. Mas você? Procurava por sexo com ânsia e luxúria sem medidas!

-Você não me conhece, como pode dizer essas coisas?

-Nós vampiros não atacamos uma vítima à toa. Sabe, existem pessoas que carregam uma marca quase visível, que nos atrai. É como se o sangue fosse mais quente, saboroso. Não consigo explicar. Até atacamos mocinhas incautas, inocentes sim... mas apenas por diversão, simples prazer em corromper.

Sharon ficou quieta.

-Mas existem pessoas como você, que transpiram sexo. Cheiram à pecado. É quase palpável, e nós vampiros percebemos esse "cheiro" nos humanos. E o seu era tão forte que até mesmo meu servo, que é apenas meio-vampiro, sentiu e te desejou.

Ela criou coragem enfim de perguntar: "O que quer de mim?"

Sammael chegou bem perto, observando a respiração dela se tornando difícil e ofegante, travada pelo medo, e encarou o olhar choroso:

-Você carrega algo precioso. Algo que eu quero. Sou um filho das trevas e destruição, e por isso não sou capaz de criar vida, mas meu servo foi. E agora, sua criança tem a semente vampírica. Um pouco do meu sangue está nele.

Sharon tremeu visivelmente e não fez mais força alguma para conter o choro.

-Shhh, calma. Você carrega um bebê saudável aí dentro - continuou, apalpando a barriga dela - que apenas tem um pouco de vampiro. E eu tenho interesse nele. Que tipo de criaturinha nascerá? - andou para longe de Sharon, gesticulando, empolgado.

-Espere. O feto já está desenvolvido? - parou, de repente.

Ela balançou a cabeça, afirmativamente.

-Então se eu o matar, ele vai se tornar um vampiro, em seu ventre, antes mesmo de nascer!

Sharon começou a gritar quando Sammael a agarrou e a jogou na cama. O terror dela era tamanho, que simplesmente não conseguiu hipnotizá-la. Então apelou para o Absinto, e a forçou tomar a garrafa toda. Apenas teve medo de induzir um coma alcoólico, pois queria e precisava dela viva.

-Essa diabólica infusão de ervas, a Artemisia Absinthum, em sua forma original era capaz de causar até mesmo a morte, sabia? - disse calmamente o vampiro, enquanto despejava o conteúdo da garrafa esverdeada.

A mulher, muito bêbada, só sentiu suas pernas sendo afastadas. Sammael tirou sua calcinha, e ela percebeu que fazia algo em suas entranhas. Estranhamente, não doeu.

Não fisicamente, pois com a última gota de sobriedade, ela percebeu que o vampiro estava matando sua criança. Então doeu e Sharon gritou.

-Venha, eu te levarei para seu novo lar... - foi o que ela ouviu em meio aos próprios gritos - Será uma cobaia minha, dia e noite sendo vampirizada pelo próprio ventre.


Quando acordou novamente, Sharon não conseguia se lembrar de muita coisa, e sua cabeça doía de ressaca. Estava num quarto esquisito, todo forrado de preto e decoração em couro. Sentiu o cheiro de Sammael ali, e começou lentamente a se lembrar dos fatos.

Sentada na cama, desperta, sua mente se recusava a acreditar em tudo o que tinha acontecido. Ela ainda estava grávida, e nasceria um lindo bebê. Claro que nasceria.

-Calma criança. Mamãe vai cuidar de você. - disse calmamente, ainda com a mão na barriga, massageando e confortando.

Mas o que sentiu foi uma dor aguda, uma pontada muito forte. Podia jurar que estava sendo mordida por dentro. E seu sangue escorreu abundante pelas coxas...


O famigerado "gosto da coisa" depende da alimentação do homem. Na India as mulheres costumavam presentear seus homens degustando seus espermas, mas para isso os mesmos precisavam deixar de consumir bebidas alcoólicas por um longo período porque alteravam o seu sabor natural. Além da alimentação, depende também do nível de stress, da proporção de gordura do corpo, idade, do tempo que está sem gozar, entre outros fatores que mexem com a composição básica do esperma.

"A virgem" foi publicado originalmente em 23.11.02.

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